12 de dez de 2010

Mystery Guitar Man, brasileiro famoso, imita theremin

Joe Penna, mais conhecido como Mystery Guitar Man [canal1, canal 2, site], é um dos brasileiros mais famosos na internet mundial. Original de São Paulo, vive em Los Angeles, CA, onde tira sua grana fazendo vídeos, etc. Foi escolhido pela revista Época dentre os 100 brasileiros mais influentes no ano de 2010 [link] e detém hoje o título de diretor mais assinado via YouTube.

Ele imitou o som de theremin através de um sintetizador e em menos de 2 dias obteve mais de  430,000 acessos no YouTube (sim, mais que quatrocentos e trinta mil). Pena que não era um theremin de verdade. Mas ele utilizou no vídeo as projeções de imagens e sombras de um theremin e fingiu estar tocando o instrumento devidamente sem contato físico. Só o som era falso - justamente o mais importante, na minha opinião. Todavia, considero isso um grande avanço e estou torcendo para que as pessoas questionem e conheçam o theremin através dele! 

Por ocasião de lançamento do vídeo, dia 30 de novembro de 2010, ele possuía 1,558,659 assinantes, isso mesmo, mais de um milhão e meio de pessoas que recebem os vídeos dele automaticamente. Uma comemoração para o mundo do theremin: mais um possível aliado da thereminização brasileira. Vou ficar torcendo para que ele aprenda a tirar música de um theremin de verdade e que ele possa postar muitos e muitos vídeos com theremin! Confira:



Ainda bem que você, leitor, acessa esse blog para saber de um profissional o que é som de theremin de verdade e o que são imitações. Muitos instrumentos possuem som semelhante ao theremin e até enganam os leigos. Eu ainda pretendo fazer uma postagem para descrevê-los detalhadamente e ensinar a diferenciar as sonoridades. Vou citar alguns instrumentos: serrote musical, ondas martenot, trautonium, voz feminina sintetizada, falsetistas, erhu, guitarra com slide e alguns tipos de efeito, violino elétrico com determinados efeitos, sintetizador com ribbon controller, soft-synths (como o que a banda Pato Fu usa pra fingir theremin), tannerin, etc. - A LISTA NÃO ACABA MAIS. Aprender a diferenciá-los vai fazer você amar o theremin cada vez mais, pois vai revelar as qualidades únicas do instrumento.


A primeira imitação do theremin a ficar famosa foi sem dúvida o "Electro-Theremin" de Paul Tanner, que veio a se chamar pelo seu nome "Tannerin". A página de David Miller, dedicada ao instrumento, contém preciosas informações históricas: http://www.electrotheremin.com/PTE-TPage.html Imperdível também o site do Tom Polk sobre o Tannerin que ele construiu para o Brian Wilson: http://www.tompolk.com/Tannerin/Tannerin.html A explosão das imitações de theremin se deu sem dúvida a partir da música Good Vibrations da banda The Beach Boys. A seguir o clip em stereo, o tannerin entra aos 25 segundos:



VAMOS VOLTAR PARA O THEREMIN LEGÍTIMO? Deixa as imitações pra lá...

Tem outro brasileiro que merece uma grande e boa fama também. Me refiro ao colega de Joinville, o Diego Tartaglia. Abaixo ele proporciona belos momentos sci-fi pra vocês. Segundo ele mesmo, são simplesmente "algumas experimentações noturnas com synths x theremin RDS. Nesse caso aqui, usei o theremin com o vocoder do novation nova, o que associa o rugido que se ouve ao som do theremin propriamente dito." Esse cara tem muito a contribuir pro mundinho do theremin, criatividade ele já mostrou que não falta, tanto é que ganhou uma tag aqui no blog. Espero que continue fazendo música alienígena e assustadora com theremins de verdade :-)

Alien Landscape by Diego Tartaglia
(Cliquem na seta para baixo para fazer o download do audio formato FLAC)

29 de nov de 2010

The Diva Dance no Theremin?

"The Diva Dance" é uma composição do francês Éric Serra, para o filme The Fifth Element (O Quinto Elemento) de 1997. Faixa 15 do CD da soundtrack. Pra quem não conhece, eis o contexto [clip] da ária-canção:


A peça pede uma cantora absoluta, indo do contralto "barítono" até coloraturas ligeiras extremamente agudas. A gravação original [acima] foi com a incrível soprano albanesa Inva Mula.

Como essa música exige enorme extensão vocal e agilidade, são poucas as mulheres no mundo que poderiam tentar cantar. Até agora só achei uma cantora que gravou isso ao vivo sem cortes [link].

Então eu pensei que seria melhor tocar no theremin, e resolvi fazer uma transcrição e adaptação de ouvido.  Fiz até um clip audio+partitura pro YT. Eis a partitura para visualização e download em PDF:
http://www.scribd.com/doc/44297184/sheet-music-The-Diva-Dance-for-Theremin-or-Soprano

A seguir, minha primeira tentativa, sem acompanhamento, sem truques e sem edição:
FIRST ATTEMPT Diva Dance on Theremin - Silas, 1ª tentativa by SilasCo


Alguma soprano ou thereminista arrisca interpretar essa música?

Se alguém acha algum instrumento mais apropriado e quiser tentar, sinta-se à vontade, o espaço é seu!

Karaoke aqui, a partir de 3:10
http://www.youtube.com/watch?v=By-71UYoqgA

20 de nov de 2010

Thereminização no Centro de Atenção Integrada à Criança

A Sra. Adriana Dutra Amaral Alves, coordenadora do Núcleo de Musicalização Infantil Vale Música, me convidou para fazer uma apresentação com theremin no Programa Grandes Encontros, finalizando a Semana da Música no Centro de Atenção Integrada à Criança (CAIC) Professor Augusto Calmon (Endereço: R. STU s/n - bairro Novo Horizonte, Serra, ES. CEP: 29.160-970). Uma semana antes eu fui conhecer o ambiente, resolver especificações técnicas, pedir ajuda com o transporte e fechar os detalhes do evento. A Adriana me recebeu maravilhosamente bem. Logo após iniciaram a divulgação. O evento, aberto à comunidade, ocorreu sábado 20 de novembro, das 8:30 às 10:00, e FOI UM SUCESSO:


http://farm5.static.flickr.com/4154/5194145491_1276ba4e0a.jpg
http://farm6.static.flickr.com/5041/5194746104_945637d9cb.jpg

Confira todas as fotos no seguinte link:
http://www.flickr.com/photos/56146346@N03/sets/72157625436686746/detail/


Fui muito bem recebido. A abertura foi feita pelas crianças e pré-adolescentes da instituição que tocaram cordas e flautas, umas 6 músicas principalmente de natal. Eu fiz um repertório variado de thereoke (theremin + karaoke), mas não deu pra fazer exatamente o que tinha planejado: o theremin estava chiando e dando BZZZZZ, mesmo com estabilizador / filtro de linha, então tive que me reorganizar improvisadamente pra usar apenas as regiões sonoramente mais adequadas à situação. O público foi muito receptivo, demonstrando alegria e interesse. Da parte das crianças, encantamento e curiosidade. Muita magia no ar. Seguem os melhores momentos (trechos) do evento em vídeo:

20 de out de 2010

Aniversário de 1 ano! Balanço geral

Já fiz aqui posts emocionados, mas esse é o maior deles. Esse post comemora 1 ano desde que comecei a tocar theremin, em setembro de 2009. Foi uma jornada emocionante. Nesse ano que passou desde a aquisição do instrumento pude conhecer gente incrível, do país e do mundo. Ganhei muitos presentes e convites. Pude ampliar meu currículo, tocando e palestrando por aí, botando em prática tudo que eu vinha pesquisando. Pude investir em instrumentos, livros e outros produtos relacionados, sempre compartilhando todas as informações e as opiniões pelo blog. Ousei até demais.

O presente blog é anterior a isso; foi aberto em 2008 quando eu comecei a pesquisar sobre o instrumento. Através do blog e do meu canal no YouTube muita gente acompanhou minha jornada desde antes de eu começar a tocar.

Meu primeiro instrumento foi um RDS Theremin. As primeiras fotos estão nessa galeria:

As primeiras gravações estão no arquivo do blog. Revirei meus DVDs e encontrei outras gravações minhas entre 3 e 5 meses de prática de theremin, e resolvi mostrar aqui. Respectivamente vocês vão ouvir: Rainha da noite (Mozart), Greensleeves (tradicional britânico), Noite feliz (Franz Gruber), O que é o que é (Gonzaguinha):
Gravações de Theremin (iniciante: entre 3 e 5 meses de prática) by SilasCo


Estou melhorando, comparem essas gravações do passado com as mais recentes. É tão bom ver a evolução!

Falando nisso, é bom ressaltar que nenhum instrumentista iniciante em sã consciência mostra seus esforços desde o primeiro dia, como um reality show, em vídeos e blog da internet. É até constrangedor ver a pessoa se esforçando pra tocar melhor e melhor, mesmo que tenha um desenvolvimento acelerado. Mas eu me justifico. Por que diabos eu tive essa atitude "exibicionista"?

Através dessa atitude de "dar a cara a tapa" com o meu BBT (Big Brother Theremin), eu pude tornar o theremin mais acessível: levei conhecimento do instrumento a várias pessoas e mostrei que é possível tocá-lo melodicamente - que não é coisa de outro mundo, nem exclusividade de superdotados ou ricos. Gente comum, com um mínimo de conhecimento musical e prática em qualquer instrumento, pode tocar theremin. Eu provei isso e deixei o registro em vídeo e audio para todos conferirem, passo a passo.

Além do mais, no Brasil ainda não temos tantos esforços em theremin "melódico", então eu tinha que dar esse passo - conforme acontece no mundo todo - mesmo sendo mediocre se exibir tanto errando uma nota aqui e ali, ou sem expressividade musical profissional. Mesmo sendo uma atitude aparentemente narcisista, essa cultura de prática e divulgação do theremin melódico precisava surgir no Brasil, e eu não podia ficar de braços cruzados esperando.

A partir de então, vou tentar postar na rede apenas gravações e vídeos de qualidade superior. É o fim do BBT! Pretendo postar também mais produção acadêmica, composições, dicas de produtos, etc. para elevar o nível do blog. Tenho recebido em média 3 emails por dia devido ao blog, sem contar as mensagens via comentários aqui no blog e pelo youtube também. Creio que o movimento vá aumentando ao longo dos anos, graças à divulgação de vocês, amigos leitores. Não tenho estatísticas quanto à quantidade de acessos, nem me preocupo com isso. Vamos lá, precisamos thereminizar o Brasil, CQC (Custe o Que Custar).

O principal objetivo desse blog - thereminizar - está sendo cumprido, conforme o testemunho desses 2 anos de blog e 1 ano de performance. Nesse último ano ajudei a mais de 10 pessoas a adquirir um instrumento. Dei até algumas aulinhas de graça pela net instruindo via email ou pela webcam - embora isso jamais substitua uma aula pessoalmente.  Ao todo, recebi e respondi mais de 580 emails da parte de brasileiros. Percebi que está crescendo o público de apreciadores de theremin e simpatizantes. Isso é thereminizar, isso é exaltar a música de theremin.

Tá aí meu último desafio cumprido no primeiro ano de prática: explorar o extremo agudo do theremin indo além do flautim e além do piano. Na primeira parte eu tento fazer escalas e arpejos em dó maior, e na segunda parte tento tocar "Auld Lang Syne" em fá sustenido, indo uma quinta acima do piano, bem além do flautim também:
Extremo agudo do RDS Theremin, entre 2KHz e 6KHz. by SilasCo

No extremo agudo o RDS Theremin soa melhor com Waveform totalmente no sentido horário (bem senoidal) e Brightness totalmente no sentido anti-horário (bem opaco). Só faltou tocar o solo grandioso de flautim de "Stars and Stripes forever" uma quinta acima (risos)

18 de out de 2010

Retorno das viagens de 2010

Nesse post vou atualizá-los sobre minhas últimas atividades em setembro e outubro de 2010

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Estive em Belo Horizonte/MG de 24 a 26 de setembro, participando do 8º Festival Internacional de Corais 2010. Para quem quiser ver as fotos, eu sou o tecladista acompanhador do Coral Viva Você!:

http://www.mediafire.com/?5wxfy384t7yw9sv

Mas o melhor de tudo em BH foi que conheci pessoalmente, na noite de sábado dia 25/09, o Reinaldo de Souza (ou RDS), do http://www.theremin.com.br/ Discutimos vários assuntos pertinentes. Pude conhecer melhor o cara que fez meu primeiro theremin, e ele pôde conhecer melhor o seu cliente mais "polêmico". Eu peguei a assinatura do RDS, pra colocar no meu theremin. Aqui está: Com fundo transparente: http://bit.ly/bNgkIM  Com fundo branco: http://bit.ly/9lCwKm Ele disse que tocava o tema de abertura dOs Simpsons no theremin. Em sua homenagem, gravei isso, menos de 20 segundos de vídeo:



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Estive em Goiânia/GO de 27 de setembro a 02 de outubro, participando do XIX Congresso Anual da Associação Brasileira de Educação Musical (ABEM), na UFG - Campus Itatiaia. Os cursos foram bons, a programação manhã, tarde e noite foi bem cansativa, mas foi a melhor semana do ano pra mim. Essa viagem não teve nada a ver com theremin, mas lá estuda a compositora e thereminista Laiana Oliveira. Infelizmente não consegui falar com ela, mas eu saí do evento inspirado a fazer publicações sobre theremin, para encontros acadêmicos - até o momento não tinha escrito nada. O momento mais marcante do turismo foi quando toquei o órgão de tubos da Catedral Central da Rua 10, porque o órgão e o theremin são os dois instrumentos de minha escolha, que eu olhei e falei EU QUERO. Ambos, você toca e o som sai detrás da sua cabeça. Dá uma sensação mágica de controle do som em ambos os instrumentos.

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Na última aterrissagem, no retorno ao Aeroporto de Vitória, véspera do primeiro turno das eleições, tive um problema com a descompressão, uma hemorragia no ouvido médio (que já estava inflamado) que me impediu de vir aqui atualizar o blog até então. Doeu muito, saiu sangue pela boca, fiquei parcialmente surdo, mas agora já me recuperei e voltei a todas as atividades normalmente, inclusive quanto ao theremin.

Pena que tive que cancelar boa parte das minhas atividades em outubro/2010. Por exemplo, eu ia tocar teclado no norte da Bahia na semana seguinte, mas não pude. Desmarquei também a palestra sobre o mercado de trabalho e música (com performance de theremin), que seria na terça dia 5 de outubro, às 20h30, no pátio da EEEFM Maracanã, no bairro Maracanã, perto de minha casa em Cariacica/ES. Eu não tenho cacife pra sair assim dando palestras, é que seria a Semana das Profissões na escola e eu teria por objetivo, além de thereminizar a todos, incentivar os jovens a serem músicos mostrando as várias possibilidades e áreas afins.

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Fora esse contratempo de outubro que mencionei, tenho rejeitado outros convites por estarem além de minhas possibilidades ou artísticas ou financeiras. Nunca ganhei 1 centavo com o theremin. Nunca tive patrocínio. O máximo que exigi até hoje, pelo theremin, foi divulgação e ajuda com transporte, estadia e alimentação quando realmente não posso bancar isso tudo. Fiz tudo até hoje voluntariamente, do meu bolso, e com as melhores das intenções. Não tenho "carreira" nem me declaro concertista - mas pretendo ser. Pretendo ser um thereminista clássico de primeira, por enquanto ainda estou em treinamento auto-didata. Pra muitos de vocês, eu "toco muito" theremin. Pra mim, ainda estou engatinhando. Quanto mais estudo, mais sei que preciso estudar.

Tenho rejeitados alguns convites ótimos (inclusive de ir para mídia nacional) porque sei que ainda não estou pronto pra isso tudo, dependendo do tipo de proposta, do grau de seriedade e compromisso. Obrigado pela compreensão, leitores. Obrigado também pelos emails e pelos comentários aqui no blog! Sei que muitos de vocês discordam, mas eu tinha que botar isso pra fora. Dar tempo ao tempo. Um violinista com 1 ou 2 anos de estudo de violino não vai pra TV nem pros salões de concerto. Então por que eu deveria ir? Só porque o instrumento é diferente? Musicalidade não tem nada a ver com a curiosidade visual que o theremin traz: anos e anos de estudo são necessários para obter sonoridade boa e expressividade em qualquer instrumento musical e fazer uma apresentação decente. Por isso a maior parte de minhas apresentações são didáticas, com foco na história e informações gerais sobre o instrumento, e não são "shows" ou concertos de fato.

Essa página explica a motivação e o objetivo de todo esse meu trabalho com theremin:

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Desejos e pendências:
  • Apresentação em Anchieta/ES (em 2009 me falaram da possibilidade). Dia 26 de outubro de 2010 conversei com a Ângela da Secretaria Municipal de Educação de Anchieta e ela tem esperanças de algo para o verão de 2011.
  • Programa infantil no CMEI Cecília Meireles, Vitória/ES. Na verdade, como tenho atuado em creches como professor de música, gostaria de fazer uma série de apresentações curtas e didáticas em creches.
  • Diversas diretoras de escolas públicas de ensino fundamental e/ou médio têm feito convites. Realmente só não atendo quando não tenho tempo ou quando é de difícil acesso e não me buscam de carro com os equipamentos. Realmente eu curto essa parte educativa.
  • Tenho recebido, por email, uma grande demanda de alunos de theremin especialmente do Rio e de São Paulo. Penso em dar tipo masterclass por essas capitais - seria a minha primeira atividade remunerada com theremin. Se houver interesse, podemos criar essa possibilidade, organizar um espaço e fazer as tão sonhadas AULAS DE THEREMIN MELÓDICO que o Brasil tanto precisa. Como eu disse, não me considero ainda um thereminista profissional, mas creio que tenho competência pedagógica.
  • Foi-me proposto apresentar-me um dia de semana à noite no auditório da escola de música de Belo Horizonte http://www.melodymaker.com.br/ quem sabe em breve aconteça algo!
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Fui divulgado no Diário de Bordo do Agente de Cultura Jovem da Secretaria de Estado da Cultura (ES) Clésio Júnior, confiram no seguinte link:
Ele tinha me falado de uma possível participação num evento da Secretaria de Cultura no Theatro Carlos Gomes, Vitória/ES, o que não ocorreu mas ficamos de marcar uma entrevista.

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MAIS INFORMAÇÕES E ATUALIZAÇÕES EM BREVE, obrigado pelo interesse!

5 de out de 2010

Ether Music and Espionage

Chegou mais um livro, somando à minha mini-biblioteca doméstica sobre theremin:

http://www.press.uillinois.edu/books/images/9780252072758.jpg

É o clássico histórico de Albert Glinsky: "Theremin: Ether Music and Espionage". Pedi dia 12/09/2010 pela Livraria Cultura, que comprou da editora da University of Illinois e encaminhou a mim, chegando dia 5/10/2010, em menos de 20 dias úteis a partir do pagamento (boleto). Fotinha aqui.

Contém muitas imagens em preto e branco. É bem grossinho, tem umas 400 páginas. Está em inglês americano, linguagem simples e acessível. Mais completo impossível; valor inquestionável tanto em meio acadêmico quanto popular [fans, etc]. O autor, de origens russas, é um pesquisador altamente capaz. Se você quer virar pesquisador de theremin, é um livro indispensável; eu diria que é a Bíblia do theremin, com toda a história sagrada e o Evangelho.

Para quem não sabe, esse é o único livro realmente respeitável em termos de história do Theremin (o inventor e o instrumento, que levam o mesmo nome). Quer dizer, outros materiais publicados como biografia do Leon Theremin ou como registro histórico de seu instrumento são considerados incompletos ou "fichinha" perto desse. Sem contar que ele é bem mais imparcial e evita dar crédito a versões do tipo "foi a ex-mulher que contou"...  Desde contextualização do nascimento do inventor até os finalmente, tudo com abordagem política, cultural, musical, legal, econômica, etc. Não especializa em nada especificamente, dá uma geral em tudo, mas nem de longe é superficial. A linha é clara, é uma leitura que prende a gente. Simplesmente amei. Nem parece que é real. Aliás, quando conheci o theremin ele também não me parecia real.

19 de set de 2010

Primeiro coral / multitrack

Resolvi fazer um coral de theremins, essencialmente em uníssono, depois dividindo cada um por si e finalizando desafinado - mas todo mundo chega junto. No total, escolhi gravar 6 faixas de theremin e 1 de piano. Eis o resultado (partitura+audio, YT):


Basta dar o play abaixo para ouvir apenas audio ou clicar na seta pra baixo pra baixar mp3:

"Vou-me Embora" by Guerra-Peixe / THEREMIN CHOIR by SilasCo


A peça é "Vou-me embora", registrada por César Guerra-Peixe, num arranjo pra soprano e piano, como a quinta canção integrante do seu álbum Trovas Capixabas (1955). Eu não mexi na parte de piano, mas repeti a melodia improvisando da segunda vez, pois é muito curta - e mesmo com a repetição improvisada não passa de 2 minutos. Obs: nenhum efeito foi utilizado, só o reverb do próprio teclado nele mesmo. Letra:


"Vou-me embora! Vou-me embora!
Que me dão, que me dão para eu levar?
||: Levarei saudades suas
No caminho vou chorar. :||"


O coral de RDS Theremins criou um efeito interessante. A sobreposição no uníssono é melhor do que qualquer chorus digital. Lembra aqueles sons de órgão ou strings de teclados de qualidade inferior, porém com a expressividade vocal do theremin. Usei timbres bem gordos, com brilho máximo e formato de onda com mais harmônicos. Creio que foi o som ideal para a finalidade: uma voz chorosa e brega.

Gravei com microfones vagabundos de karaoke - o que deu um efeito mais vocal ao juntar tudo no multipista, menos anasalado e menos agressivo, mais molhado e mais ventilado. Parece um grupo de senhoras cantando, sem aquela coisa lírica e com menos vibrato operístico de uma soprano solo eletrônica (ou seja, o thereminvox).


O problema da gravação seria a minha base ao piano, medíocre e sem expressão, porque gravei sem retorno, só pelo visual. O que vcs acham?

PS: essa gravação tocou no programa Spellbound / Cygnus Radio na noite de domingo 3/10/2010 [saiba mais]


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APROVEITANDO o espaço:

Pra não pensarem que eu estive à toa nesse tempo que tenho postado pouco no blog, confiram algumas coisinhas que gravei no RDS Theremin (é só dar o play, se quiser, clique na setinha pra baixo, abaixo de INFO, para baixar):

http://img10.imageshack.us/img10/8678/8z1e83.jpg
Axel F - Silas Cordeiro, Theremin by SilasCo

http://img816.imageshack.us/img816/6149/2agsxky.png
Theremin Distorcido nos Graves by SilasCo

5 de ago de 2010

Playground em Agosto de 2010



Atendendo a pedidos, vou mostrar os três theremins que tenho até então. Clique nas imagens pra ampliar.

Segue um gráfico comparando os três em extensão:

http://4.bp.blogspot.com/_4aduPNm0tyk/TCZJlL6LN4I/AAAAAAAAA_4/Z7-gRMJI5sA/s1600/extens%C3%A3o+geral.png



Todos os instrumentos que tenho em casa (clique pra ampliar):



À esquerda:
  • (chão) Acordeão Universal (RS), 37 teclas - três oitavas (G3-G6) c/ 7 registros, 80 baixos sistema Stradella c/ 2 registros. (Uma viúva deixou comigo, era do falecido.)
  • Teclado Roland Alpha-Jr. (Meu primeiro teclado pessoal. Valor emocional incalculável. Já tive até Kurzweil SP-76 mas esse Roland infantil é mais importante pra mim)
  • (sobre o teclado) Flautas doces plásticas Yamaha Barrocas: Soprano YRS-24B (esquerda) e [contr]Alto YRA-28B III (direita).

Ao centro sobre pedestal de microfone:

À direita:
  • (chão) Amp Warm Music 208gt 60W p/ guitarra
  • (acima do amp) Gakken Premium Theremin (de pilha)
  • (sobre case) RDS Theremin
  • Violão acústico 7 cordas Rozini modelo Studio. (Meu tio deixou comigo quando entrei na faculdade.)

Por enquanto é só.


Faltou listar pra vocês meus livros e demais materiais relativos ao theremin, mas acho melhor comentar individualmente quando for relevante (CDs, DVDs, livros, etc.).

Minhas possíveis próximas aquisições em termos de instrumento, sendo meus sonhos para 2011, são: RDS Theremin 2.0 (modelo novo desenvolvido especialmente para mim), um Classic PRO Sound Theremin Argentina, o resto ainda não decidi por enquanto... Falta a grana, né? Salário de professor não ajuda muito...

4 de ago de 2010

Pamelia Kurstin em Portugal

É, podemos dizer que maior virtuose do theremin tocou em terras lusófonas. Aliás, parece que todas as virtuoses vivas do theremin já tocaram em Portugal. Ela tocou agora, em agosto de 2010 no Trem Azul Jazz Store em Lisboa. Vídeo em duas partes.




A grande questão desse post é: quando o Brasil vai ser incluído nas turnês das divas do theremin? Quando estaremos prontos pra assistir alguém que tem tanto domínio técnico de um instrumento tão único? Quando entenderemos que dá pra extrair a alma de um instrumento sem nem encostar nele? Até quando estaremos tão atrasados? Até quando estaremos excluídos da "elite" thereminística internacional?

Por essas e outras é que eu "perco" meu tempo tentando thereminizar o Brasil: a gente vai chegar lá. E você, já thereminizou um brasileiro hoje? Ou vai continuar achando que theremins são máquinas de barulho? Vamos ficar de braços cruzados enquanto a cultura musical brasileira precisa crescer? Música eletrônica brasileira é só o funk carioca? Reflitão

9 de jun de 2010

Gakken Premium Theremin

Ainda nem fiz uma gravação decente do Cherry B3 PRO Theremin, e já comprei outro. Dessa vez, satisfação total imediatamente, sem mistérios ou complicações. Eu encomendei terça feira dia primeiro, e chegou em uma semana, na tarde de quarta-feira 9 de Junho de 2010. Apenas oito dias após a encomenda e pagamento (tudo me custou 615 reais), veio do Japão pra cá, são e salvo e de acordo com a descrição do eBay. (Espera. Oito dias nada. Se for contar dias úteis, não deu nem uma semana, foram seis dias.) Comprei pelo eBay com o excelente:
http://myworld.ebay.com/minorinminorin/

http://img534.imageshack.us/img534/795/1351796createagif.gif
http://img84.imageshack.us/img84/707/8a70fbc51d81020565abdff.gif

Bem, é um theremin pequeno: 22cm de largura, 12cm de profundidade, 3,6cm de altura, sem as antenas; 18cm de antena curva e 26cm de antena vertical. É leve (menos de 700 gramas o pacotão), de pilha (4 AA, duram muito tempo - sugiro usar recarregáveis e ter sempre o carregador junto). O gabinetezinho plástico branco lembra o lendário TVox Tour. Possui um pequeno alto-falante embutido e saída P2 com controle de level-out, e essa saída pode servir de "pitch preview" também. Possui um transistor por oscilador. Não sei ainda o tempo que demora pra aquecer. Ele tem uma rosca pequenina para fixar sobre um pedestal, e quatro pezinhos pra pôr sobre mesa. Página do produto (japonês):
http://otonanokagaku.net/products/living/theremin/detail.html

Já vem pronto para usar, montado, basta (1) colocar pilhas, (2) encaixar as antenas, (3) conectar o fio terra, e (4) tocar [ligar o on/off]. Aliás, o terra é um fiozinho de 60cm com uma ponta metálica que vc prende ao braço esquerdo com uma borrachinha (não dá choque). No começo esse fio que nos prende ao instrumento pode ser muito desconfortável, tanto por prender a circulação do braço quanto por não deixar a gente se mover "sem contato físico" com o theremin. Mas a gente acostuma, vale a pena. O bom é que ele, sendo operado por pilhas e tendo um altofalantezinho, é portátil e funciona em qualquer lugar, eu ousaria dizer que em toda situação, sem frescuras. Carrego sempre comigo pra demonstrações e busking.

É um modelo bastante discutido, porque, embora seja plenamente tocável, não deixa de ser um desafio, ficando exatamente no meio termo entre um "brinquedo" e um "instrumento". Pra mim, é os dois, eu uso tanto para apresentar músicas quanto para brincar à toa. O campo tocável é pequeno (15-30cm) porque o instrumento é pequeno; o desafio é não deixar uma mão influenciar a outra, invadindo o campo alheio. É tenso.

A maior dificuldade desse theremin, logo de cara, é afinar. É que ele te dá controles profissionalíssimos de calibragem, é totalmente personalizável, ou seja, exige maior conhecimento quanto aos campos do theremin. Possui dois controles de frequência (adjust e trim) permitindo escolher a batida zero e o extremo de frequência, e três de volume (adjust / trim / master) permitindo escolher o ponto zero e o ponto máximo livremente (melhor que os Moog Standard). Se vc não for um thereminista profissional, vai ter que procurar instruções na internet, a não ser que consiga ler o manual em japonês. Tem um resumo-tradução pro inglês aqui:
http://homepage2.nifty.com/yamamoto_jun/e/tuning.htm

A extensão do Gakken Premium é basicamente essa:
http://3.bp.blogspot.com/_4aduPNm0tyk/TBGgxSVWp_I/AAAAAAAAA_o/M6w8QVAUh2U/s1600/gpext.jpg

Já vi na internet alguns tirarem uns sons mais graves que isso, mas não sei como fazê-lo. Abaixo do dó central o som é geralmente distorcido. E se você quiser se matar em cima da anteninha, pode conseguir sons lá pra 10 KHz. É uma extensão ótima para um "brinquedinho". Mas tocável mesmo, dá umas quatro oitavas, partindo do dó central (C4-C8).

O ruim desse theremin é que ele só tem um timbre, que soa irritante no extremo grave (que seria a corda sol do violino) parecendo um peido, ou dependendo da amplificação utilizada, até na região central soa mal. E o speaker interno do instrumento não serve pra muita coisa, só demonstração mesmo, ou ensaiar em casa. Sua maior sensibilidade ambiental é de temperatura, todavia ele é totalmente adaptável a grandes variações de massa. O campo de frequência não é muito estável.

18 de mai de 2010

Virada Cultural

Fui informado que na Virada Cultural 2010 [em SP] teve alguém tocando o theremin melodicamente, e passou até no Jornal Nacional. Ainda não pesquisei. Como trocentas bandas participaram, não será fácil identificar quem foi. Aguardo ajuda / informações. Mais uma vez, obrigado leitores!

Site do evento:
http://viradacultural.org/programacao


ATUALIZAÇÃO ABRIL/2011


Quem certamente tocou theremin em alguma Virada Cultural foi o grupo PedraBranca, com uma Cia de Danças: http://pedrabranca.conexaovivo.com.br/


Vou listas alguns possíveis nomes [e links] que possam ter tido participação com theremin em alguma Virada Cultural anterior [palpites]:

  • Otto Ramos toca órgão, sintetizadores, theremin, sanfona, etc. com a Mini Box Lunar. [1] [2] [3]
  • Raul Duarte (Retrigger) toca teclados e theremin com a banda de surf music http://vostokdeluxe.com/, mostrando clara influência da banda russa Messer Chups. [1]
  • Bianca, da banda Leela, tem tocado theremin por aí também faz um bom tempo.
  • Almighty Devildogs, usaram theremin em algum momento [1]
  • Tem também a banda Iconilli, de 5 componentes, que usa theremin: [1] [2] [3]
  • Bandas novas, como a da Aline Guarato [1]
  • A Orquestra de Laptops de SP apresentou uma versão para theremin solo e eletrônica de um excerto do projeto “Vermelho Sangue” de Luiz Duva e Wilson Sukorski, realizado pela primeira vez em 2005. [ppt
  • Yanto Laitano compõe/toca theremin na linha do erudito cômico e rock, sei lá. [1]
  • Não somente brasileiros, mas estrangeiros como Joe Perry [Aerosmith] já tocaram theremin por aqui [1]

18 de abr de 2010

Estréia na rádio

Agora, domingo 18 de abril de 2010 eu fiz minha estréia na rádio. Ok, foi numa rádio de internet, mas especializada em theremin e com um público grande, presente, ativo e seleto. Esse programa de rádio virtual é marcante não somente na minha vida, mas na de muitos (ou talvez todos) os thereministas que têm acesso à internet. Só tenho a agradecer. Foi uma experiência única e muito gratificante.

Toquei uma peça no segundo episódio de "Heavy Listening" (audição complicada) do programa Spellbound. Fui anunciado logo na abertura, integrando o primeiro bloco de fala do radialista, e depois do bloco em que toquei fui lembrado novamente. Pode-se dizer que fui apresentado ao mundo como thereminista nessa ocasião. Antes disso, eu já tinha sido mencionado no dia do sorteio de natal, quando ganhei um CD. (Não lembra? Clique.)

Na playlist no site da Cygnus constava: "21:12:33 Cordeiro Silas - Study for Theremin, Piano and Live Eectronics [sic]".Fiz captura de tela da playlist no site do programa [link] e no site da rádio / streaming [link]. O programa esteve disonível para download [LINKS MORTOS], dividido em duas partes (eu toquei na primeira): 18/ABRIL/2010 hora 1, hora 2. A peça tocada foi amplamente discutida e exposta nesse post:
http://teremin.blogspot.com/2009/11/estudo-eletrico-no1.html

No final de agosto de 2010 meu nome foi incluído na lista de artistas do programa [print].

Dia 6 de setembro de 2010 meia noite e meia repetiram a peça [link 1, link 2]; no mesmo dia eu enviei outra para apreciação.

Dia 3 de outubro 11 e pouco da noite tocaram meu primeiro multitrack [link], destaque para a confusão da pronúncia, que eu enviei anexada pra ver se facilitava - mas acabou intimidando o radialista que nem falou nada :( Resolvemos depois que ele falaria de acordo com a fonética americana do jeito que se lê,. Eu não me importo mas talvez os "acadêmicos" ou "puristas" se incomodem.

29 de mar de 2010

Cherry B3 PRO Theremin

Dia 29 de março de 2010 às 17h chegou meu Cherry B3 PRO Theremin, da Sounds Like Burns (EUA). Encomendei dia 25/02 e chegou em menos de um mês. Tudo me custou uns 1700 reais, tudo feito legalmente, pagando o diabo da alfândega, etc. Primeiro vou descrever o produto, aí fazer os elogios, depois as reclamações. Nem é bem uma review séria, mas caso alguém queira comprar, terá expectativas mais realistas baseado nas informações a seguir.


APARÊNCIA, FUNCIONAMENTO, ANTENAS E CONEXÕES

Olha ele sozinho na foto, depois junto do meu RDS #71:
http://img203.imageshack.us/img203/6443/3112929createagif.gif

Assim como o RDS Theremin, possui gabinete de madeira "vintage", clássico e bem acabado, medindo 45cm. O B3 nas extremidades vai afinando e no centro onde ficam os botões é mais gordinho (profundidade). O B3, com acabamento em madeira de cerejeira, embora também rígido, parece bem mais frágil que o RDS. Veio bem seguro e empacotado, mas não acompanhou manual de instruções - apenas um recadinho quanto à alimentação elétrica e um cartãozinho (foto acima). Nem precisava.^^

Tem dois botões giratórios de madeira de cerejeira também, parecem dois olhos, com marcação cortada e preenchida com outro material branco, talvez algum plástico, ou seja, não é pintado que desbota com o tempo como em outros theremin. São super moles os botões, ou seja, nada de botões plásticos duros né! Afinal, thereministas são músicos de precisão, não podem ficar botando força física no instrumento.

O botão da direita é "pitch" e o da esquerda (perto da antena curva) regula o volume, e serve também de ON/OFF, dá um estalinho quando liga ou desliga o aparelho (e também dá pra ver pelo LED, que apaga). No sentido anti-horário ele diminui o volume, até que dá um estalo e desliga, enquanto no sentido horário, liga (sempre em mute) e aumenta o volume até um limite máximo.

Não possui pés pra apoiar sobre uma mesa - apenas 4 pontinhos de feltro, que escondem os parafusos que abririam o instrumento por baixo. Não possui rosca para pedestal de microfone, apenas uma cavidade no gabinete, lisa, que encaixa muito bem em muitos pedestais. O theremin já chega totalmente montado, com antenas não-removíveis, porém super leve (não passa de 1 quilo e meio, incluindo a fonte de alimentação).

Como as antenas não são removíveis, são totalmente livres de chiados. Ao encostar em qualquer uma das antenas, não sai som nenhum. Embora traga alguns benefícios, as antenas não-removíveis tornam delicado o transporte do instrumento a não ser que você tenha uma mochila longa ou mande fazer um case apropriado. São finas mas resistentes, comparado a outras antenas fininhas do mundo do theremin e de aparelhos em geral (rádio, TV, carro, etc.). A antena vertical é telescópica, e o fabricante fornece facilmente outra para substituição em caso de acidente (quebra fácil).

Tem duas conexões no traseiro, de frente pro público: a de alimentação elétrica (funciona entre 20/30volts) e a saída P10. Bom que o thereminista não tem poluição visual, apenas fica de frente para o que lhe interessa, não tem que ficar olhando pra um monte de plugs e cabos enquanto toca.

O tempo para aquecer, ou seja, pro B3 pegar a estabilidade e poder ser tocado, não passa jamais de 3 minutos, isso sem contar que muitas vezes é quase instantâneo o aquecimendo do instrumento. Lembre-se que os Moog levam uns 15 minutos pra aquecer, você tem que plugar na tomada e esquecer do instrumento ligado por um tempo, o que é uma tortura.

A estabilidade do B3 é assustadora - mais estável que todos os Moog. A partir do momento que vc regula o B3, já era, ele não sai da regulagem! O campo elétrico não fica se movendo sozinho (claro, a não ser que o ambiente em volta mude, mude a temperatura, etc.).


CARACTERÍSTICAS DISTINTIVAS

Vamos aos pontos positivos e únicos do B3 PRO Theremin.

O "mute switch", o botão stand by, que é raridade em theremins, e é a principal característica distintiva desse modelo. É o que a propaganda em inglês descreve como "Innovative Mute Switch Touchplate with green/red LED indicator". Nesse caso o "mute" tem um design inovador, talvez apenas existente no lendário extinto TVox Tour, que é uma plaquinha metálica (parece uma moeda) que sente sua pele e corta o som, emitindo uma luz vermelha, e ao sentir sua pele de novo, solta o som e a luz fica verde. Além de ser totalmente funcional, é prático, silencioso, não afeta a estabilidade do instrumento, não requer pressionar nem girar botão nenhum - basta passar levemente o dedo sobre o metal da "touchplate" que corta a saída de áudio, ou libera. Por via das dúvidas, faça-o enquanto estiver com um dedinho encostado na antena de volume.

O outro grande ponto positivo desse instrumento, além do mute que descrevi no parágrafo anterior, é o som, que pelo YouTube já é lindo, muito mais pessoalmente, até mesmo no amp mais vagabundo e simples que vc tiver. O timbre é belíssimo - quando a propaganda diz que é um bom som, não estão exagerando. Tem um "raw sound" meio metálico e claro, transparente, muito vocal e feminino, especializado nas regiões mezzo-agudas em que 90% dos theremins é irritante, gritante e até mesmo insuportável. O B3 soa macio porém pesado até no agudo extremo (flautim), mas não é um som senoidal vazio, nem algo opaco filtrado obscuro e "muted", pelo contrário, é um som aberto, poderoso e encorpado. Uma verdadeira obra de arte.

http://img203.imageshack.us/img203/9897/2161986createagif.gif

TOCABILIDADE, CAMPOS ELÉTRICOS

O campo de volume é super linear, parece ter sido especialmente projetado pra facilitar o pitch-fishing (a pescaria silenciosa de frequências) e graduais dinâmicos muito específicos, inclusive o efeito fita-reversa (crescendo e corte súbito). A calibragem do volume pode desagradar quem tem costume com os Moog. Eu diria que o B3 é um extremo e os Moog são o outro: o B3 é quase "melado" de tão gradual e sem ataque nos pianíssimos, e os Moog são "snappy", facilitam forte súbito. Além disso pra qualquer um dos extremos se torna intocável.

O botão de volume (à esquerda, com a antena curva) não ajusta bem a linearidade ou tamanho do campo de volume do B3, mas apenas o volume geral - mantendo quase sempre a mesma linearidade ou tocabilidade inicial. Ou seja, por um lado você não precisa aprender diversos arcos e dedilhados para o campo do volume, já que ele terá sempre o mesmo formato (que é muito bom por sinal), mas o ruim é que não te dá opções, e pode impedir ou dificultar alguns efeitos, ataques fortes, etc. deixando a melodia "melada". É mais complicado de executar staccato e tremolo nesse theremin, e a antena de volume é pequena demais, mede uns 14cm apenas, medindo a partir do gabinete.

O botão da direita, próximo à antena vertical, permite controle da afinação e do tamanho do campo tocável. O campo de frequência é reversível, ou seja, você pode jogar a batida zero pra antena e tocar o contrário do padrão do theremin tradicional, com o grave na antena e o agudo no seu corpo, embora isso não seja muito funcional. Bem, eu não gostei muito da calibragem desses potenciômetros, os Moog dão mais liberdade ao músico nesse aspecto, devido a outra questão: o tamanho do campo elétrico.

Vou ser sincero, o B3 Pro não é tão espaçoso quanto eu esperava. É menos espaçoso que os Moog EStandard, aliás, como o campo elétrico útil é menor (e as antenas também), parece ser sempre menos espaçoso. O tamanho do campo elétrico pode decepcionar quem está acostumado com os gigantescos Moog, capazes de encher qualquer sala. Bem, dificilmente vai a 80cm no B3. Mas tem uma tocabilidade razoável-boa, apenas repare bem que funciona melhor na altura do rosto, e não mais abaixo na cintura como costumo fazer com o RDS.

É possível afiná-lo a partir do C6 para solos de "passarinho" indo até uma oitava além do piano. Adoro. Nesse ponto, é mais tocável que os agressivos Moogs. O B3 é especializado em agudos. Aliás, a linearidade geral é um pouco inferior à dos Moog que são o padrão no mundo do theremin. Eu diria que tem até um pouco menos de distorção linear que os Moog no agudo, mas em compensação no médio-grave, nossa, que negação. Algo que não citamos é descrito por Thomas Grillo nas seguintes palavras: "removable wood access belly plates for easy access to internal tuning". Não faz diferença pra eu que não construo theremins.

Aqueles efeitos percussivos que estragam os glissandos rápidos e atrapalham a articulação na maioria dos theremins, bem, no B3 pode-se dizer que não existem. Ele tem uma articulação perfeita, nem muito percussiva nem muito vazia nos saltos amplos. Permite por exemplo um descarado salto descendente de quarta justa com um reduzidíssimo "efeito doppler-theremin".



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Eu sei, eStendido é com S, mas é que eu tava pensando em eXtended.

AVALIAÇÃO PESSOAL E CRÍTICAS

O maior ponto negativo do B3 Pro é a extrema sensibilidade a interferências eletromagnéticas. É difícil achar um ambiente nesse mundo de computadores, celulares, rádio, etc. em que ele funcione bem, com som limpo. E um aterramento decente é pré-requisito também. Até agora só consegui tocar ele em um local, em todos os demais, ele captava ondas ou campos, sei lá, que ficava doido. A impossibilidade de tocar o instrumento num determinado ambiente é mais frustrante que todas as suas limitações juntas. Theremins são por definição instrumentos ambientais, mas o B3 Pro chega a ser grotesco de tão sensível ao ambiente ao seu redor.

Ah, é claro, a extensão é basicamente umas 5 oitavas mais tocáveis. Dá pra ultrapassar o piano no agudo, mas no grave... difícil ir mais que uma oitava abaixo do dó central. Ponto negativo, pra quem gosta de fazer solos em registro de baixo ou pra quem espera um theremin de 7 ou 8 oitavas. Uma pena. Simplesmente não faz sons graves esse B3, é uma deficiência a falta de tocabilidade grave. Além da distorção nos graves, devo citar a ausência de controle de formato de onda, harmônicos, filtros, etc. embutidos no instrumento, portanto ele possui apenas 1 som - tão bom que dispensa controles de timbre, mas torna muito importante a regulagem do amp (grave, médio, agudo).

Eu recomendaria esse instrumento pra quem quer tocar mais no estilo clássico ou profissionalmente. Se você só quer brincar, ele vai parecer chato pois tem um visual limpo sem muita informação, só um timbre e uma tocabilidade muito específica (alguns ousam dizer que é reduzida, mas depende de suas intenções e experiência com theremins). A voz quente do B3 é imponente e respeitável. É o tipo de instrumento perfeito pra momentos de lirismo e inspiração, não pra fazer barulho à toa e incomodar os vizinhos. Bem, pelo menos é isso que ele me inspira. Iniciantes? Talvez não. Vai um RDS ou Moog Etherwave Standard. Aliás, o Standard é Padrão!


FABRICANTE, PROPAGANDA

O site do produto tem vídeos de demonstração e algumas fotos:
http://www.soundslikeburns.com/New_Items/pro.html

http://img291.imageshack.us/img291/2436/1042529createagif.gif
O gabinete mais escuro, de nogueira, não me chamou a atenção, visto que meu RDS já é escuro, então pedi o acabamento mais claro, de cerejeira. A descrição do produto no site é verdadeira, não decepciona nem engana. Os exemplos são reais mesmo, e eu diria que pessoalmente o som é muito mais bonito que nos vídeos de demonstração (e olhe que eu uso amplificadores vagabundos! Mas o youtube distorce mais o som). Enquanto eu não gravo nada com o B3 PRO, fiquem com esses links, que têm vídeos.

O thereminista Thomas Grillo virou garoto-propaganda da linha B3 de theremins, sendo amigo do fabricante, Dan Burns, cujo B3 PRO é o produto mais avançado até então. O próximo avanço será colocar um módulo para modificar o timbre. Mas não pude esperar, comprei agora mesmo assim. O Thomas é realmente um cara muito gentil e educado, do tipo que agrada todo mundo, e um dos poucos que, pela internet, encoraja os novatos do mundo todo - como eu uns 5 meses atrás. Ele dá aulas pelo skype (webcam) por preços acessíveis, se não me engano a hora tá a 30 dólares americanos. Coloquei o link dele na barra direita do blog. Eis algumas fotos dele promovendo o produto:

http://www.soundslikeburns.com/resources/Thomas-and-Dan-at-Fondren.gif
http://www.soundslikeburns.com/resources/Grillo-from-JFP.gif
http://img291.imageshack.us/img291/1318/3555845createagif.gif

23 de mar de 2010

Mais três thereministas brasileiros

Venho através desse post apresentar ao mundo três brasileiros que tocam theremin ao vivo: o DJ Yatta, a Laiana Oliveira e o Márcio-André. Um de cada vez né! Primeiro as damas.

***

http://c4.ac-images.myspacecdn.com/images02/52/l_c156a0b495664fd68c6341f6d10e2f43.jpg

A Laiana Lopes de Oliveira, de GO, faz composição na UFG - acho que acabou de se formar. Eu quase tive um orgasmo quando vi que tinha nesse Brasil um músico assumindo o theremin como seu instrumento de concerto. Vi um vídeo dela tocando num Theremin RDS uma peça de Villa-Lobos (que Clara Rockmore gravou), uma bachiana brasileira. Fiquei arrepiado. De fato, ela se tornou uma thereminista clássica antes de mim.

Quando ela cita suas influências no Myspace, diz: "Os russos, (...) Estércio Marquez, Jorge Antunes, Clara Rockmore, Victor Estrada". É, nada mal, bem thereminística. Fez iniciação científica em theremin em 2008 orientada por Anselmo Guerra (Universidade Federal de Goiás, PIVIC). Segue tudo que achei dela na internet, linkado: YouTube; Calleres; Lattes; Myspace; Facebook; Twitter; BlogUEL; anais simcam (p. 348-360); deixou comentário nessa postagem também. Obrigado Laiana!

Quem me mostrou a Laiana foi o mestre Marcus Neves, que inclusive esteve comigo na organização dos meus 2 primeiros recitais e inclusive tocou live electronics. Ele também tocou com ela, em outubro de 2009, no 29º Festival de Música de Londrina, Teatro Ouro Verde. A partir desse encontro, chegou a mim a informação, e desse evento tiro todo o material dessa parte da postagem. Como dizia o programa: "Laiana Oliveira, theremin (UFG/Goiania)". Vejamos.

Ela regeu o conjunto instrumental no início da peça e em menos de um minuto ela corre pro theremin pra tocar. Diz a descrição do vídeo que segue (apresentação apenas): "O trabalho foi resultado do curso de composição heurística ministrado pelo prof. Dr. Ricardo Mandolini no 29 Festival de Música de Londrina. A equipe reconstruiu, reorquestrou e interpretou uma nova partitura a partir da obra 'Trenodia às Vítimas de Hiroshima' de Penderecki."


Tem no youtube um clip looongo dividido em duas partes que mostra o tal curso, o trabalho da equipe, etc. (Links: parte 1, parte 2). Desse clip longo eu extraí um recorte curto para focalizar no theremin e na Laiana. Assistam minha edição especial com atenção às anotações na tela:



Publico aqui meu desafio à Laiana: compor repertório original para o theremin, e entrar para a história do instrumento como intérprete-compositora. (Tudo bem, ela já tem feito isso, mas quero ver mais! :-)

***

[cd_incendio_Yatta.jpg]

O DJ Yatta (Henrique Takimoto Jasa) fala do RDS Theremin - mas não sei se ele usa outros theremins também, porque inclui efeitos, processamento ao vivo (pedais, é claro). Achei um podcast dele e pude ouví-lo falando e tocando ainda quando iniciante. Ele era, sem falsa modéstia, bem adiantado, assim como eu, saiu tocando theremin em pouco tempo, pelo visto. É um podcast informativo e gostoso de ouvir, ele explica e conta a história do instrumento, e toca umas músicas ao seu gosto. Confira:

Nome do arquivo: jamcast03(good version).mp3
Descrição do arquivo: DJ Yatta - Podcast 3 - Theremin - www.jam-cast.com
Tamanho do arquivo: 20.68 MB
O download é rápido e gratuito:
http://www.megaupload.com/?d=ADWNT2S3

Estamos em contato, espero que consigamos desenvolver alguns projetos juntos. Outros links que posso fornecer são o YouTube dele (link) e seus blogs, que podem ser achados no perfil dele no blogger:
http://www.blogger.com/profile/02117163138982971830

Pérola do Yatta:
"A antena geralmente é um toco de ferro"...
Essa foi inspiradora. Muitos tocos de ferro pros leitores! De qualquer origem: de TV, rádio, caminhão, artesanal, plate, etc. O que importa é ter antena.

Olha quanta emoção ele deixou na caixa de comentários:
"O Theremin não é apenas um instrumento, é um condutor de sons e sentimentos! Não é á toa que memso sendo tão antigo, tão diferente, ainda fascine tanto hoje em dia!"
Amem!

***

Eis o Márcio-André (site), um compositor-intérprete, está exportando seu talento, incluindo uso de theremin e de imitações de theremins. No site da equipe dele, a Confraria do Vento, ele também diz que toca violino, percussão, gravações e voz. Só o fato de um brasileiro assumir o theremin como instrumento já me deixa todo alegre, ainda mais tocando ao vivo.

http://www.confrariadovento.com/arranjos/011.jpg

Aparentemente é um theremin de fabricação artesanal com uma antena só. Na seguinte peça é tocado sem altura definida, algo provavelmente tipo notação gráfica ou improviso:

Aqui alguém que não conhece theremins viaja na maionese sobre a peça acima:
http://www.confrariadovento.com/arranjos/texto03.htm

No seguinte vídeo ele usa um soft-synth qualquer pra emular theremin no computador - é claro, a imitação não tem nada a ver com um theremin de verdade, mas a tentativa é boa. Demonstra interesse pelo glissando eletrônico, típico dos instrumentos radioeletrônicos que tanto amamos:

Aqui seu canal no youtube: www.youtube.com/poesiasonora

Uma Poética Musical Brasileira e Revolucionária

Acabei de comprar pela Estante Virtual o livro "Uma Poética Musical Brasileira e Revolucionária", do Jorge Antunes (organizador; Sistrum: Brasília, 2002). O livro chegou em três dias. Consegui um exemplar usado autografado pelo organizador, em ótimo estado (nem parece ter 8 anos de uso). Olhem as fotos:


Ele tinha me dito que nesse livro, "um dos capítulos é totalmente dedicado ao estudo sobre os teremins, e outros equipamentos" que ele construiu nos anos 1960. Na prática, o livro descreve e analisa a obra do Jorge Antunes, e traz várias menções ao theremin desse ponto de vista, inclusive fotos, descrições técnicas, históricas e estéticas. Provavelmente ele foi o primeiro a fazer isso no Brasil - montar um theremin (após Robert Moog) e ainda expor o instrumento publicamente, fazendo música. O livro abre muito a cabeça da gente, não é útil apenas pra quem quer conhecer melhor o Antunes, nem somente pra quem quer sanar curiosidades.

Realmente é mágico que os jovens imaginem que cem anos atrás tudo era "primitivo". Não sabemos, ignorantemente, quanta música eletrônica boa se fazia na época da vovó. Quanta tecnologia já existia - só não era solid-state! Quanta coisa de antes de você nascer soa atual, ou até mesmo superior à produção eletrônica atual! Por exemplo, quando falo do Novachord ou quando digo ao público que o theremin existe há 100 anos (no Brasil, há cerca de 55 anos), muitos não acreditam. Só o estudo pra nos salvar da ignorância de achar que o presente é avançado e o passado simplório.

Por exemplo, via email me contaram mais uma história de theremin no Brasil antigamente. Um senhor chamado Francisco A. Pereira me contou que quando jovem, uns 40 anos atrás, viu em Itapira, SP, sua cidade natal, uma apresentação ao vivo de theremin, no teatro local. São esses pedaços da história do theremin nacional que eu quero remontar com esse blog. Tudo confiável, verificado e comentado, enriquecido pela minha experiência como thereminista.

Se eu tiver de muito bom humor, talvez faça um resumão aqui, mas não custa nada você procurar um sebo e comprar o livro, sai em torno de 30 reais com frete pela internet, não é difícil encontrar por aí. Vale a pena, conhecer o mundo producente de um compositor tão legal :-)

http://sussurro.musica.ufrj.br/abcde/a/antunesjorge/FOTOAntunes.jpg

10 de mar de 2010

Theremin na MTV Brasil

Agora, exatamente agora, 10/03/10 às 22:50, passou no Comédia MTV o Marcelo Adnet brincando num theremin Moog Etherwave Standard (cara de kit DIY). Rolaram várias tentativas de humor em torno do instrumento... Foi interessante, dou total apoio a esse tipo de besteirol thereminístico. Nem que seja como objeto de piada, o theremin tem que ir pro ar! O mundo deve ser thereminizado a partir dos jovens mesmo.

O programa vai ao ar Quarta às 22h30. Reprises: Quinta à 01h30, Sexta às 14h00, Sábado às 21h00, Domingo às 22h30. O vídeo já foi postado no site da MTV, pra quem perdeu (programa na íntegra, link direto). Confiram o começo, o primeiro minuto mostra o theremin:



Aliás, a MTV é muito aberta a novidades, como vemos sempre. Alguns exemplos de notícias da MTV citando o theremin:
http://mtv.uol.com.br/noticias/leela-conta-suas-desventuras-do-underground-ao-estrelato
http://mtv.uol.com.br/noticias/musico-do-radiohead-estreia-peca-experimental
e principalmente:
http://mtv.uol.com.br/noticias/pato-fu-comenta-seu-clipe-de-ultima-geracao

UPDATE: 3 de maio 2010, 22:30
Passou na MTV, com elogios dos apresentadores, o famoso clip de Good Vibrations de The Beach Boys, que inclui a primeira imitação famosa do theremin, o tannerin, e um estilo todo inovador de sinfonia pop ou sei lá o quê, com o pioneiro Brian Wilson. O programa pode ser assistido aqui (BLOCO 01):
http://mtv.uol.com.br/toptop/naintegra/top-top-pioneiros-clique-aqui-e-assista-na-integra

20 de fev de 2010

PUBLICAÇÕES DOS ÚLTIMOS DIAS

Apanhado geral sobre a geração de sons graves em música:
http://teremin.blogspot.com/2008/08/o-extremo-grave.html

História e descrição do Trautonium e sua relação com os controladores atuais:
http://teremin.blogspot.com/2008/08/trautonium-e-os-ribbon-controllers.html

Conheça o primeiro sintetizador polifônico a ser comercializado, antes do órgão Hammond e com a mesma qualidade:
http://teremin.blogspot.com/2008/08/hammond-novachord.html

Uma discussão sobre Varèse e sua Ecuatorial, fruto de sua relação com Theremin, e os instrumentos da família:
http://teremin.blogspot.com/2009/10/varese-e-theremin.html

Se você não ler os links acima, está perdendo. Minhas últimas publicações são simplesmente o melhor que já postei aqui no blog.

Gente, tô preparando mega posts, assim como revisando os antigos pra esse blog servir de base confiável e completa para os interessados em theremin do país. Tô editando ou criando posts sobre a história do theremin em si, inclusive no Brasil. Prometo em breve entregar pra vcs alguns posts mostrando vários brasileiros tocando theremins, construindo theremins e se divertindo, gravando, etc.

4 de fev de 2010

Experimentação e muita diversão

Nessa postagem: cinco brasileiros diferentes, cinco experimentações diferentes, infinitas possibilidades com os theremins.

***

Um youtuber que se intitula Sombrancelha (sic!) construiu um theremin de brinquedo usando três rádios AM:

Para mais informações, procurem ele pelo youtube que eu não sei construir theremins^^

***

http://mysite.verizon.net/arthur_harrison/101/101_wirewrap_board_comp_side.jpg

Um tal Renato de POA construiu algo conforme a esquemática do Minimum Theremin. A descrição diz apenas: "Implementação de um Theremin apenas com a antena de frequência." Confiram:

O cara é músico, quem sabe vire mais um thereminista... A propósito, quem usa os theremins de Arthur Harrison nunca tem motivos pra reclamar, nem do som nem da tocabilidade. Por exemplo, no mesmo esquema "Minimum Theremin" que o Renato montou acima, o thereminista espanhol Jairo Moreno toca uma peça chamada Malvarmo:
http://home.att.net/~theremin1/Sounds/malvarmo.mp3
(pena que o terra não tava muito bem...)

***

Vamos apreciar "MEDO", uma peça de Diego Tartaglia tocada por ele mesmo com seus teclados e Theremin RDS. Os glissandos processados ficam mais evidentes lá pra 3:20:

Palavras do compositor-intérprete em itálico a seguir, explicando-se:

"Experimento sonoro com Alesis qs6.1 e RDS Theremin com efeitos processados pelo novation nova (FX). Os pads na introdução e aquele a nota bem grave que se mantém em toda faixa é o timbre GranularVox, do cartão de expansão Eurodance, ou do Vintage Synth, não me lembro bem agora. Os sons tipo S&H são do qs6, programação minha.

Um exemplo de como utilizar o theremin com efeitos externos ou modulando outros sintetizadores. Como idéia, vc pode ligar o out do theremin como input pra qualquer synth capaz de modular sinais externos, como fazem o micron e o nova que já testei, e muitos outros. É o que usei na experimentação "Medo", o theremin fica ainda mais fantasmagorico." - Diego

Muito obrigado pela explicação, Diego!

...e os experimentos não param! O Brasil é muito grande!

***

Fiquei muito feliz ao receber em dezembro de 2009 um email do thereminista Helvecio Parente, da banda Stormtroopers do Sucesso.

No seguinte vídeo (até então o único no YouTube dele tocando theremin) ele faz o tema de Star Trek num theremin com o campo reverso (kit Big Briar), como se fosse "pitch-only", sem dinâmicas:

Parabéns Helvecio!

Se quiserem ouvir um thereminista profissional tocando a mesma música, sugiro que dê o play em "Star Treck" na seguinte página:
http://www.cdbaby.com/cd/pimento/
É Robby Virus tocando um Moog Etherwave PRO, site: http://www.projectpimento.com/

Até eu tentei esse tema mas desisti, afinal, nem sou fã :-)

Vamos brasileiros! Percam o medo de se apresentar com theremin!

***

E por último eu mesmo, autor do blog. Eu não sei fazer essas coisinhas vanguardistas e talz, não sou tecladista de verdade, não entendo nada de processamento de audio, pedais, efeitos, etc... mas sei me divertir com theremin também todo dia o dia todo, desde acordar até o dormir.

Segue um vídeo caseiro, eu brincando no theremin ao acordar numa manhã qualquer, comemorando 5 meses exatos desde que botei as mãos no meu RDS Theremin. Nada melhor que uma filmagem vagabunda. O que eu mais gostei nesse vídeo foi a coragem de mostrar o registro de baixo do theremin, e o efeito de passarinhos no agudo.Olha:

Semi-nudez, e muita preguiça, excesso de espontaneidade.

23 de jan de 2010

Oficina de improvisação básica

Os meus seguidores que me perdoem, mas eu não convidei vcs pra assistirem porque nem eu sabia que o evento era aberto ao público - pessoas de fora da faculdade podiam assistir e participar. Mas tá aí um vídeo de minha participação na Oficina "Princípios básicos da improvisação musical" com prof. Jovaldo Guimarães Gonçalves, renomado saxofonista (na FAMES, Vitória/ES, 18-22 de Janeiro de 2010):



E as fotos, é claro! Tenho duas fotos com duas moças lindas, Vanessa e Juliana, mas não vou colocar no corpo da postagem pra não pesar (os links estão nos nomes delas). Theremin parece atrair garotas "maria-antena"!rsrs Brincadeira gente. Elas ficaram lindas nas fotos, e eu obeso^^

O curso focou na parte teórica introdutória da improvisação no Jazz, como pensar pequenos fragmentos melódicos improvisados, como ouvir jazz, as escalas e os ritmos mais simples que podemos usar, etc. Pena que foi só uma semana de curso! Prof. Jovaldo foi maravilhoso e muito tolerante para com o theremin - e todos os presentes puderam brincar nele, só não deixei encostar a mão! :)

1 de jan de 2010

Gravações de iniciante - audio mp3

Mais algumas gravações minhas, tudo ao vivo, do meu segundo recital, em 2009, na Faculdade de Música do ES. Uso não-comercial permitido e encorajado. Mas é coisa de iniciante, não esperem lá grandes coisas. Pra ouvir é só dar o play, e se quiser fazer download, basta seguir o link ou diretamente clicando na setinha pra baixo, na barra à direita do player:



Gounod-Bach-AveMaria-SilasCordeiro-live@FAMES by SilasCo


ChopinOp28n2-SilasCordeiro-live@FAMES by SilasCo


TheSwan-SilasCordeiro-Live2009.mp3 by SilasCo



Mais sobre o evento que você está escutando:
Recital de theremin histórico na FAMES, 06/11/2009
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